quinta-feira, setembro 30

Pode acreditar, o blog ainda está na ativa. O que só vem confirmar que, às vezes, as aparências enganam. É verdade que a Olimpíada de Atenas acabou há mais de um mês, mas só agora minha incurável indolência me permite escrever algo sobre a competição (pena que já esqueci quase tudo que aconteceu). Os esportes que eu acompanho com mais atenção foram mal, exceção ao futebol feminino. O fiasco do basquete feminino era pra lá de previsível, vai se esperar o quê de um time dirigido pelo Barbosa? O incrível é que ele coleciona fracassos e mesmo assim não larga o osso. Saudades de Paula e Hortência. A derrota do vôlei feminino pra Rússia conseguiu me deixar deprimido, o que não é uma tarefa das mais difíceis, convenhamos. Foi quase uma repetição da derrota para Cuba nas semifinais de Sydney, o jogo na mão e de repente o time entra em parafuso. O único consolo é que desta vez não tinha aquele fuso horário que, quatro anos atrás, me obrigou a ficar acordado até o dia amanhecer. Já o futebol feminino foi surpreendente, quem acompanha o esporte pôde constatar que o time brasileiro evoluiu demais nos aspectos tático e físico (habilidade sempre teve). Só faltou um pouco de sorte naquela malfadada final, o ouro acabou caindo no colo das americanas. Para piorar, as minhas estimadas suecas não conseguiram arrumar nem uma medalhinha de bronze. Preciso revelar também meu espanto com as besteiras proferidas pelos comentaristas que se aventuraram a falar de futebol feminino. Os caras provaram que não entendem porra nenhuma do riscado. Num programa que precedeu os Jogos, teve um que citou a Noruega como uma das equipes favoritas ao ouro. Pra começo de conversa, a Noruega está em franca decadência, tanto é que tomou de quatro do Brasil no último Mundial. E o pior, a Noruega sequer tinha conseguido uma vaga para disputar os Jogos. Se eu soubesse que o nível era tão fraco, tinha me candidatado a uma vaguinha de comentarista.